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quarta-feira, 17 de março de 2010

Estrada será pavimentada com bagaço de cana





Há algumas décadas, o desenvolvimento sustentável tem sido preocupação constante e crescente. A utilização de materiais que antes eram descartados sem uma destinação, a não ser poluir, é um grande avanço na luta para salvar o meio ambiente.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma forma de utilizar o bagaço da cana como aditivo estabilizante nas misturas de asfalto do tipo SMA (Stone Matrix Asphalt).

Eles entram em substituição às fibras de celulose, e não permitem que o cimento asfálitco escorra durante o processo de mistura ou aplicação.

Do projeto "Bagaço de cana-de-açúcar como aditivo em misturas asfálticas do tipo SMA", fazem parte os professores Regina Coeli Martins Paes de Aquino e Cláudio Leal, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), coordenadora do trabalho junto com o engenheiro Protásio Ferreira e Castro, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da Universidade do Grande Rio (Unigranrio). A pesquisa tem apoio do edital Estudo de Soluções para o Meio Ambiente, da FAPERJ.

O SMA é um tipo de mistura asfáltica, desenvolvida na Alemanha no final da década de 1960 e, por sua maior resistência, muito usada como revestimento de rodovias e aeroportos europeus e americanos. Para produzi-lo, as fibras de celulose ou de vidro entram na composição para evitar o escorrimento no momento em que ele é misturado ou aplicado.

"Nosso projeto propõe o uso do bagaço de cana que sobra do processo de fabricação do açúcar e do álcool. Dessa forma, aproveitamos um resíduo e transformamos um mero procedimento industrial numa contribuição ao desenvolvimento sustentável", explica Cláudio.

De acordo com Regina, a produção de álcool no Brasil gera cerca de 270 quilos de bagaço por tonelada de cana moída e a maior parte desse rejeito é queimado nas caldeiras das próprias usinas para produção de energia térmica ou elétrica. "Mas estima-se que aproximadamente 20% deste bagaço não sejam queimados e fiquem sem qualquer outra utilização", afirma.

Além de bom para o meio ambiente, o uso do bagaço reduz o custo de produção do asfalto. "As fibras normalmente misturadas ao SMA têm um custo mais alto do que as misturas convencionais com betume e compostos derivados do petróleo. O bagaço reduz consideravelmente esses custos de produção e ainda proporciona um ganho ambiental", complementa Regina.

Para transformar o bagaço da cana em aditivo na mistura asfáltica, o processo é bem simples. Ele precisa apenas ser seco e passado em peneira de 1,2mm e já estará pronto para ser utilizado.

Segundo Cláudio, os resultados dos testes feitos em laboratório comprovaram que a mistura com o bagaço apresenta o mesmo desempenho que o asfalto SMA, como foi comprovado no teste mais importante feito pelos pesquisadores, o do escorrimento. Tanto que, em breve, o SMA com bagaço de cana será aplicado experimentalmente num trecho da BR-356, entre Campos dos Goytacazes e São João da Barra.

Muito empregado nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa, como Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Suíça, por sua maior durabilidade e maior resistência, principalmente a veículos pesados, o asfalto SMA vem, ao longo dos anos, sendo também cada vez mais aplicado no Brasil. O autódromo de Interlagos, em São Paulo, por exemplo, tem suas pistas revestidas por esse tipo de asfalto.

"O SMA proporciona o contato grão a grão das britas maiores, tornando a estrutura da mistura asfáltica mais resistente. Esta resistência, que significa quase mais 50% de vida útil, é a grande diferença do SMA para o asfalto comum", aponta a pesquisadora.

"Sua textura mais rugosa também oferece maior segurança aos motoristas, já que o SMA tem melhor drenagem superficial, com a diminuição dos borrifos de água sobre a pista, reduzindo o efeito de aquaplanagem e aumentando a aderência dos pneus à superfície do pavimento", acrescenta Cláudio.

Mesmo não sendo mais uma novidade, os pesquisadores também enfatizam a reciclagem da borracha de pneus como substituto das fibras de celulose em misturas asfálticas.

"Dentre os modificadores de cimento asfáltico, a borracha moída dos pneus que não são mais utilizados merece destaque: além de melhorar o desempenho do asfalto, esse reaproveitamento possibilita que um quilômetro de rodovia absorva cerca de três mil pneus que de outra forma possivelmente estariam armazenados indevidamente, descartados em rios e lagoas, ou servindo como depósitos de larvas de mosquitos", alerta a pesquisadora. Se, ao contrário, lhes dermos um novo uso, o meio ambiente certamente agradece. (Com Agência Faperj – Danielle Kiffer)

(Crédito da imagem - Ning)


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Tecnologia santista produz pneu ecológico



http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=22137&idDepartamento=29&idCategoria=0

Estudo mostra que os Andes estão derretendo

O aquecimento global do planeta causou o desaparecimento, nos últimos 20 anos, de 450 quilômetros quadrados de neve em todas as cordilheiras andinas e a redução em mais de 110 quilômetros quadrados do gelo dos Andes no Peru.
Um informe do Instituto Andino de Glaciologia e Geoambiente diz que uma das principais causas dos desgelos andinos é o aquecimento global da atmosfera.
Nas cordilheiras andinas do Peru a temperatura aumentou 0,6 graus centígrados nos últimos 50 anos, o que levou à redução da superfície gelada nos grandes montes andinos.



FONTE:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI28642-EI299,00.html






Cientistas temem degelo de calotas polares

Cientistas dos Estados Unidos e da Europa temem uma desintegração em cadeia das geleiras da Groenlândia e da Antártica, fenômeno que elevaria o nível dos oceanos mais rápido do que o previsto hoje, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
Segundo os pesquisadores, o derretimento observado nos últimos anos nas geleiras situadas na costa da Groenlândia e Antártica pode desestabilizar importantes massas glaciares e acelerar sua desintegração.
Essa hipótese não foi levada em conta nos modelos matemáticos de elevação das águas oceânicas, explicou um dos especialistas, Peter Clark, glaciologista da Universidade de Oregon, em artigo publicado na revista Science,/i>, na edição de 21 de outubro.
O derretimento de significativas camadas de gelo pode "fazer subir o nível dos oceanos muito mais e também mais rapidamente do que se prevê atualmente", avaliou Clark. A maior parte do aumento no nível dos oceanos prevista nos modelos matemáticos para os próximos 200 anos será conseqüência do derretimento das geleiras, sobretudo na Groenlândia, por causa do aquecimento global do planeta.
De acordo com este mesmo cenário, o fenômeno será compensado, em grande medida, pelo aumento das precipitações e acumulação de gelo na Antártica, explicou o cientista.

fonte:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI718350-EI299,00.html

ONU admite erro em previsão sobre aquecimento global...

O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, nesta terça-feira, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.

O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global. "As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (...) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta", afirma o documento.

Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados. Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.

A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias. Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.

Mas Yepersele disse que esse não é o caso. "Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento", disse.

Origem
A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.

O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF - documento citado na avaliação de 2007 do IPCC. Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.

Ciência
A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca. Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era "fisicamente impossível".
"Não há como ser feito", disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação. "Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros - e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século", afirmou Kargel.


fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4215384-EI238,00-ONU+admite+erro+em+previsao+sobre+aquecimento+global.html


Estudo: Alasca ainda sofre com petróleo que vazou há 20 anos...

Vinte anos depois do superpetroleiro Exxon Valdez derramar quase 41 milhões de litros de petróleo na enseada do Príncipe Guilherme, no sul do Alasca, tudo está novamente limpo e natural, certo? Não exatamente. Um estudo de 2004 estimou que talvez 95 mil litros de petróleo continuem ao longo das praias de cascalho da enseada, decompondo-se bem lentamente.

Isso provocou uma dúvida nos pesquisadores: por que, apesar de uma das maiores limpezas ambientais da história, parte do petróleo continua no local? Michel C. Boufadel, engenheiro ambiental da Universidade Temple, e seu colega Hailong Li, têm uma resposta.

Em artigo publicado na Nature Geoscience, eles contam que o petróleo ficou preso em uma zona de baixa permeabilidade abaixo da superfície da praia. "Só poderíamos responder a essa pergunta entendendo o movimento da água nessas praias", disse Boufadel.

Medições de campo mostraram que as praias têm duas camadas - uma superior, com poucos centímetros de espessura, que é quase mil vezes mais permeável que a camada abaixo. A composição das duas não é muito diferente, afirma Boufadel, mas é bem provável que a força das marés tenha compactado a inferior até torná-la menos permeável.

Segundo Boufadel, o petróleo flutuando sobre a água permaneceu na camada superior até que mudanças no lençol d'água permitiram que ele escorresse lentamente até a camada inferior, onde ficou. "Na camada inferior não existe movimento e oxigênio suficientes para degradar o petróleo", disse ele.

Mas o petróleo é liberado quando lontras ou outras criaturas cavam nas praias. Mesmo nos estudos de campo, afirma Boufadel, quando elas cavavam até os sedimentos mais profundos, "o lugar inteiro cheirava a petróleo". Uma possibilidade para limpar o petróleo preso, explica Boufadel, seria injetar substâncias na camada inferior que promovessem a biodegradação.

Tradução: Amy Traduções




fontes:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4216936-EI238,00-Estudo+Alasca+ainda+sofre+com+petroleo+que+vazou+ha+anos.html

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