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quarta-feira, 17 de março de 2010

CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA


CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA




Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!



http://www.amazoniaparasempre.com.br/TPManifesto.html

Estrada será pavimentada com bagaço de cana





Há algumas décadas, o desenvolvimento sustentável tem sido preocupação constante e crescente. A utilização de materiais que antes eram descartados sem uma destinação, a não ser poluir, é um grande avanço na luta para salvar o meio ambiente.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma forma de utilizar o bagaço da cana como aditivo estabilizante nas misturas de asfalto do tipo SMA (Stone Matrix Asphalt).

Eles entram em substituição às fibras de celulose, e não permitem que o cimento asfálitco escorra durante o processo de mistura ou aplicação.

Do projeto "Bagaço de cana-de-açúcar como aditivo em misturas asfálticas do tipo SMA", fazem parte os professores Regina Coeli Martins Paes de Aquino e Cláudio Leal, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), coordenadora do trabalho junto com o engenheiro Protásio Ferreira e Castro, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da Universidade do Grande Rio (Unigranrio). A pesquisa tem apoio do edital Estudo de Soluções para o Meio Ambiente, da FAPERJ.

O SMA é um tipo de mistura asfáltica, desenvolvida na Alemanha no final da década de 1960 e, por sua maior resistência, muito usada como revestimento de rodovias e aeroportos europeus e americanos. Para produzi-lo, as fibras de celulose ou de vidro entram na composição para evitar o escorrimento no momento em que ele é misturado ou aplicado.

"Nosso projeto propõe o uso do bagaço de cana que sobra do processo de fabricação do açúcar e do álcool. Dessa forma, aproveitamos um resíduo e transformamos um mero procedimento industrial numa contribuição ao desenvolvimento sustentável", explica Cláudio.

De acordo com Regina, a produção de álcool no Brasil gera cerca de 270 quilos de bagaço por tonelada de cana moída e a maior parte desse rejeito é queimado nas caldeiras das próprias usinas para produção de energia térmica ou elétrica. "Mas estima-se que aproximadamente 20% deste bagaço não sejam queimados e fiquem sem qualquer outra utilização", afirma.

Além de bom para o meio ambiente, o uso do bagaço reduz o custo de produção do asfalto. "As fibras normalmente misturadas ao SMA têm um custo mais alto do que as misturas convencionais com betume e compostos derivados do petróleo. O bagaço reduz consideravelmente esses custos de produção e ainda proporciona um ganho ambiental", complementa Regina.

Para transformar o bagaço da cana em aditivo na mistura asfáltica, o processo é bem simples. Ele precisa apenas ser seco e passado em peneira de 1,2mm e já estará pronto para ser utilizado.

Segundo Cláudio, os resultados dos testes feitos em laboratório comprovaram que a mistura com o bagaço apresenta o mesmo desempenho que o asfalto SMA, como foi comprovado no teste mais importante feito pelos pesquisadores, o do escorrimento. Tanto que, em breve, o SMA com bagaço de cana será aplicado experimentalmente num trecho da BR-356, entre Campos dos Goytacazes e São João da Barra.

Muito empregado nos Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa, como Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Suíça, por sua maior durabilidade e maior resistência, principalmente a veículos pesados, o asfalto SMA vem, ao longo dos anos, sendo também cada vez mais aplicado no Brasil. O autódromo de Interlagos, em São Paulo, por exemplo, tem suas pistas revestidas por esse tipo de asfalto.

"O SMA proporciona o contato grão a grão das britas maiores, tornando a estrutura da mistura asfáltica mais resistente. Esta resistência, que significa quase mais 50% de vida útil, é a grande diferença do SMA para o asfalto comum", aponta a pesquisadora.

"Sua textura mais rugosa também oferece maior segurança aos motoristas, já que o SMA tem melhor drenagem superficial, com a diminuição dos borrifos de água sobre a pista, reduzindo o efeito de aquaplanagem e aumentando a aderência dos pneus à superfície do pavimento", acrescenta Cláudio.

Mesmo não sendo mais uma novidade, os pesquisadores também enfatizam a reciclagem da borracha de pneus como substituto das fibras de celulose em misturas asfálticas.

"Dentre os modificadores de cimento asfáltico, a borracha moída dos pneus que não são mais utilizados merece destaque: além de melhorar o desempenho do asfalto, esse reaproveitamento possibilita que um quilômetro de rodovia absorva cerca de três mil pneus que de outra forma possivelmente estariam armazenados indevidamente, descartados em rios e lagoas, ou servindo como depósitos de larvas de mosquitos", alerta a pesquisadora. Se, ao contrário, lhes dermos um novo uso, o meio ambiente certamente agradece. (Com Agência Faperj – Danielle Kiffer)

(Crédito da imagem - Ning)


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Tecnologia santista produz pneu ecológico



http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=22137&idDepartamento=29&idCategoria=0

É crime!




Dicas para dona de casa

Receita de sabão feito com óleo de cozinha!




Receita de Sabão feito com Óleo de Cozinha!
11 litros de óleo

2 kg de soda em escama

2 litros de água

Com um dia de antecedência prepare a soda, dissolvendo-a em água e deixando descansar por 12 horas, em local reservado, longe do alcance de crianças e animais domésticos. Passado esse período, coloque o óleo, já coado, em um recipiente (pode ser um balde reforçado ou uma lata de tinta de 18 litros) e misture a soda. Mexa com um cabo de vassoura ou um pedaço de madeira, até engrossar.

Depois de pronto despeje em recipientes para secar. Rende cerca de 14 kg.


essa receita foi postada pela nossa amiga:
Tatiane, em outra comunidade.
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10471333018977467489

Créditos em defesa a Amazônia

AMAZÔNIA PARA SEMPRE

Idealização e Projeto
CHRISTIANE TORLONI
ctorloni@amazoniaparasempre.com.br
VICTOR FASANO
vfasano@amazoniaparasempre.com.br

Texto
JUCA DE OLIVEIRA
joliveira@amazoniaparasempre.com.br

Fotografias
ARAQUÉM ALCÂNTARA
FRANCISCO CARRERA

Músicas
HINO NACIONAL BRASILEIRO - FRANCISCO MANUEL DA SILVA (Abertura)
BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5 - HEITOR VILLA LOBOS (Manifesto)

Narração
CHRISTIANE TORLONI (Português)
JUCA DE OLIVEIRA (Português)
VICTOR FASANO (Português e Inglês)

Tradução
FRAUKE ALLMENROEDER (Inglês)
KATIA CHALITA (Francês)
MAITHÉ HAKIM (Francês)
PROFa. VANISE LEITE NUNES (Espanhol)

Núcleos de Assinaturas
LAISE TARANTO
ltaranto@amazoniaparasempre.com.br

Assessoria Cultural
CLÁUDIO GOMIDE
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Áudio
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Web Designer e Informática
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Agradecimentos
55 JEANS / ÁLVARO MATTOS e PAULO DAUBER
ACADEMIA BRASILEIRA DE MÚSICA / DR. HENRIQUE GANDELMAN
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ARTEG EDITORA GRÁFICA / MARCOS DINIZ
JULIANA TERESA HANNICKEL
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CEP 25.620-971




Hospedagem do Site

A prova ...





PARABÉNS "AMAZÔNIA PARA SEMPRE"

Na última quinta feira, dia 04 de junho, conseguimos finalmente cumprir nosso objetivo.

Fomos recebidos em audiência pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva a quem tivemos a honra de entregar as 1.117.993 assinaturas colhidas até o momento pelo nosso movimento.



Na ocasião estivemos acompanhados pelos senadores Ideli Salvati, Cristovam Buarque e Renato Casagrande, presidentes das Comissões de Mudanças Climáticas, Direitos Humanos e Meio Ambiente.

Levamos a esse encontro, como representação de todas as assinaturas, a carta manifesto assinada pelo Rei Pelé, carta esta que também foi assinada pelo Presidente.

Queremos agradecer a todos os brasileiros que contribuíram para que esta entrega se realizasse. A cada um que assinou nosso manifesto, a cada um que nos ajudou a colher as assinaturas, àqueles que divulgaram nossa causa, enfim, a todos que de uma maneira ou de outra estiveram ao nosso lado nesta luta.

Luta que continua, pois, como deve ser do conhecimento de todos, várias medidas que representam um retrocesso enorme em nossa política ambiental estão tramitando. E são essas medidas que nos fizeram, juntamente com as assinaturas, entregar ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva, uma carta de intenções, que reproduzimos abaixo.


Exmo. Sr.
Luis Inácio Lula da Silva
DD Presidente da República Federativa do Brasil


CARTA DE INTENÇÕES PARA A AMAZÔNIA

1. DESMATAMENTO ZERO ATÉ 2015

O senhor Presidente já disse e repetiu que não é preciso desmatar mais nenhum hectare na Amazônia, onde já existem áreas suficientemente abertas para assegurar a expansão da produção agrícola e da pecuária.

Para isso é imprescindível a capacitação e fiscalização dos critérios para investimentos do BNDES, uma vez que é fundamental garantir linhas de crédito para quem quer produzir de maneira limpa, legal e sustentável na Amazônia.

2. A DEFESA IRRESTRITA AO CÓDIGO FLORESTAL

O senhor Presidente precisa nos assegurar que não vai admitir as ações daqueles que querem acabar com a Legislação Ambiental do País, em especial o Código Florestal, como a tentativa que já foi feita em Santa Catarina de transferir para os Estados responsabilidade que a constituição assegura que é da União.

3. A CRIAÇÃO DO PAC DA CIÊNCIA FLORESTAL

Seria válida a transformação do Serviço Florestal Brasileiro na principal instituição de criação de empreendimentos e mão de obra de biotecnologia na Amazônia.

Para isso já contamos com duas instituições tradicionais de pesquisa: IPAM e Goeldi.

E a MP 2186/01 já existente substituiria a Lei de Acesso ao Patrimônio Genético (PLP 351/02) que garantiria que os 23 milhões de habitantes da Amazônia fossem contemplados com os royalties da Floresta.

Assim, senhor Presidente, o filho do seringueiro poderá se tornar o cientista que seu pai não pode ser.

“Já que somos um Povo da Floresta temos que inventar uma Ciência da Floresta”.

4. VETOS A MP 458

Aproveitamos ainda, esta oportunidade para clamar a V.Exa. que proceda o veto aos seguintes artigos da MP n° 458:

a) Art. 2°, incisos II e IV:

Os incisos II e IV do Art. 2° estabelecem a definição, para efeitos da aplicação da lei, de ocupação indireta e de exploração indireta.

A ocupação indireta é definida como aquela exercida por pessoa interposta. A exploração indireta é a atividade econômica exercida em imóvel rural, por meio de preposto ou assalariado.

Essas formas de ocupação e exploração não devem ser beneficiadas com a regularização fundiária, pois não consideram os critérios de relevante interesse público e da função social da terra. Para ser coerente com o veto ao Art. 7°, a definição dessas formas de ocupação e exploração deixa de ter uso para a aplicação da lei.

b) Art. 7°:

O Art. 7° amplia extraordinariamente as possibilidades de legalização de terras griladas, permitindo a transferência de terras da União para pessoas jurídicas, para quem já possui outras propriedades rurais e para a ocupação indireta.

A titulação em nome de prepostos, que no projeto ganha a denominação de “ocupação indireta”, é a forma mais evidente de legalização da grilagem. Nas últimas décadas, a região amazônica vem sofrendo com toda a sorte de esquemas de falsificação de documentos em órgãos públicos e cartórios, invariavelmente com a utilização de prepostos que encobertam estratégias de ocupação irregular e concentração fundiária.

A possibilidade de titulação para pessoas jurídicas, além de ampliar as possibilidades de fraude, oferece um caminho rápido e de baixo risco de burla ao disposto no Parágrafo 1° do Art. 188 da Constituição Federal, que condiciona a aprovação do Congresso Nacional a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a 2.500 hectares.

A titulação de 1.500 hectares a uma empresa e de outros 1.500 ao sócio proprietário dessa mesma empresa, em área contígua, é absolutamente compatível com o projeto aprovado pelo Congresso mas incompatível com a Constituição Federal. Não se trata de grilagem ou de falsificação documental, apenas a utilização ampla dos instrumentos contidos no projeto.

O Art. 7° desrespeita também o disposto no caput do Artigo 188 da Constituição Federal ao incorporar formas de regularização completamente estranhas e antagônicas aos objetivos da política agrária, enquanto o comando constitucional determina que a regularização fundiária deve ser compatibilizada a esta.

c) Art. 13°:

O Estado brasileiro não pode abrir mão do instrumento mais importante de controle do processo de regularização fundiária, porque não desenvolveu capacidade organizacional para realizar o processo com a segurança exigida pela sociedade.

A vistoria é fundamental para a identificação da ocupação direta, da utilização indevida de prepostos para ampliar os limites permitidos pelo projeto e, principalmente, da existência de situações de conflito na área a ser regularizada, o que, em muitos casos, pode significar a usurpação de direitos de pequenos posseiros isolados, com dificuldade de acesso à informação, de mobilidade e de reivindicação de seus direitos.

Por meio da regulamentação, pode ser definido procedimentos mais ágeis de vistoria nas pequenas propriedades de até 1 Módulo Fiscal, conferindo a eficiência desejada na ação de regularização, sem abrir mão dos instrumentos de controle mínimos e da segurança necessária para a sociedade.


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O Movimento Amazônia Para Sempre não autoriza ninguém a comercializar nenhum tipo de material promocional em nome do Manifesto ou coletar qualquer tipo de doação. Somos um Movimento cívico, sem fins lucrativos e sem associações politico-partidárias.

Se você também deseja uma 'Amazônia para Sempre', subscreva nosso manifesto. Ao obter o número de assinaturas necessário, ele será encaminhado ao Presidente da República para que sejam tomadas as providências necessárias para resolver este que é um sério problema brasileiro e mundial: A devastação da Amazônia. Sua participação é muito importante!

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CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

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Estudo mostra que os Andes estão derretendo

O aquecimento global do planeta causou o desaparecimento, nos últimos 20 anos, de 450 quilômetros quadrados de neve em todas as cordilheiras andinas e a redução em mais de 110 quilômetros quadrados do gelo dos Andes no Peru.
Um informe do Instituto Andino de Glaciologia e Geoambiente diz que uma das principais causas dos desgelos andinos é o aquecimento global da atmosfera.
Nas cordilheiras andinas do Peru a temperatura aumentou 0,6 graus centígrados nos últimos 50 anos, o que levou à redução da superfície gelada nos grandes montes andinos.



FONTE:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI28642-EI299,00.html






Cientistas temem degelo de calotas polares

Cientistas dos Estados Unidos e da Europa temem uma desintegração em cadeia das geleiras da Groenlândia e da Antártica, fenômeno que elevaria o nível dos oceanos mais rápido do que o previsto hoje, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
Segundo os pesquisadores, o derretimento observado nos últimos anos nas geleiras situadas na costa da Groenlândia e Antártica pode desestabilizar importantes massas glaciares e acelerar sua desintegração.
Essa hipótese não foi levada em conta nos modelos matemáticos de elevação das águas oceânicas, explicou um dos especialistas, Peter Clark, glaciologista da Universidade de Oregon, em artigo publicado na revista Science,/i>, na edição de 21 de outubro.
O derretimento de significativas camadas de gelo pode "fazer subir o nível dos oceanos muito mais e também mais rapidamente do que se prevê atualmente", avaliou Clark. A maior parte do aumento no nível dos oceanos prevista nos modelos matemáticos para os próximos 200 anos será conseqüência do derretimento das geleiras, sobretudo na Groenlândia, por causa do aquecimento global do planeta.
De acordo com este mesmo cenário, o fenômeno será compensado, em grande medida, pelo aumento das precipitações e acumulação de gelo na Antártica, explicou o cientista.

fonte:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI718350-EI299,00.html

Aquecimento climático aumenta risco de epidemias

Conclusões de estudo apresentado na edição de hoje da revista Science indicam que o aquecimento do clima do planeta trará um crescimento dos riscos de doenças epidêmicas para animais e plantas terrestres, com o conseqüente aumento de riscos para o homem.

Pesquisadores do Centro nacional de análise ecológica dos Estados Unidos estudaram durante dois anos os focos de doenças na fauna e na flora em relação aos mecanismos de mudança de temperatura ou de estação, suscetíveis de influir sobre elas.

"O que é surpreendente é o fato de estas epidemias sensíveis ao clima se apresentarem com tipos diferentes de patógenos - vírus, bactérias, fungos e parasitas - assim como uma grande diversidade de hóspedes, entre eles corais, ostras, plantas terrestres, pássaros e os seres humanos", destacou o principal autor do estudo, Drew Harvell, da Universidade de Cornell.

Os pesquisadores estudaram como as leves mudanças de temperatura influenciavam o desenvolvimento dos vírus, bactérias e outros elementos patógenos e os vetores de propagação de algumas doenças, tais como os mosquitos, os roedores, etc.

Com o aumento das temperaturas, estes portadores de doenças estendem seu território e afetam populações selvagens até então preservdas. Os invernos, cada vez mais suaves, não desempenham mais seu papel de limitador natural das populações de germes patógenos.
Os pesquisadores puderam estabelecer também que os desenvolvimentos das epidemias - a última em 1998 fez milhares de mortos entre as populações locais e o gado - estavam diretamente ligados ao aumento da umidade e das chuvas devido à atividade do fenômeno climático El Niño.

Da barreira de coral ao longo ds Austrália, tocada pela descoloração e vítima de parasitas, às ostras do Maine (nordeste dos Estados Unidos) infectadas por um protozoário (perkinsus), o fenômeno não poupa nenhuma espécie, previnem os autores.



http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=30062718&tid=5428944193947739549



AUTOR: DESCONHECIDO

ONU admite erro em previsão sobre aquecimento global...

O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, nesta terça-feira, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.

O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global. "As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (...) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta", afirma o documento.

Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados. Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.

A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias. Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.

Mas Yepersele disse que esse não é o caso. "Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento", disse.

Origem
A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.

O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF - documento citado na avaliação de 2007 do IPCC. Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.

Ciência
A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca. Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era "fisicamente impossível".
"Não há como ser feito", disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação. "Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros - e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século", afirmou Kargel.


fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4215384-EI238,00-ONU+admite+erro+em+previsao+sobre+aquecimento+global.html


Estudo: Alasca ainda sofre com petróleo que vazou há 20 anos...

Vinte anos depois do superpetroleiro Exxon Valdez derramar quase 41 milhões de litros de petróleo na enseada do Príncipe Guilherme, no sul do Alasca, tudo está novamente limpo e natural, certo? Não exatamente. Um estudo de 2004 estimou que talvez 95 mil litros de petróleo continuem ao longo das praias de cascalho da enseada, decompondo-se bem lentamente.

Isso provocou uma dúvida nos pesquisadores: por que, apesar de uma das maiores limpezas ambientais da história, parte do petróleo continua no local? Michel C. Boufadel, engenheiro ambiental da Universidade Temple, e seu colega Hailong Li, têm uma resposta.

Em artigo publicado na Nature Geoscience, eles contam que o petróleo ficou preso em uma zona de baixa permeabilidade abaixo da superfície da praia. "Só poderíamos responder a essa pergunta entendendo o movimento da água nessas praias", disse Boufadel.

Medições de campo mostraram que as praias têm duas camadas - uma superior, com poucos centímetros de espessura, que é quase mil vezes mais permeável que a camada abaixo. A composição das duas não é muito diferente, afirma Boufadel, mas é bem provável que a força das marés tenha compactado a inferior até torná-la menos permeável.

Segundo Boufadel, o petróleo flutuando sobre a água permaneceu na camada superior até que mudanças no lençol d'água permitiram que ele escorresse lentamente até a camada inferior, onde ficou. "Na camada inferior não existe movimento e oxigênio suficientes para degradar o petróleo", disse ele.

Mas o petróleo é liberado quando lontras ou outras criaturas cavam nas praias. Mesmo nos estudos de campo, afirma Boufadel, quando elas cavavam até os sedimentos mais profundos, "o lugar inteiro cheirava a petróleo". Uma possibilidade para limpar o petróleo preso, explica Boufadel, seria injetar substâncias na camada inferior que promovessem a biodegradação.

Tradução: Amy Traduções




fontes:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4216936-EI238,00-Estudo+Alasca+ainda+sofre+com+petroleo+que+vazou+ha+anos.html

PARABÉNS "AMAZÔNIA PARA SEMPRE"

PARABÉNS "AMAZÔNIA PARA SEMPRE"



Fomos recebidos em audiência pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva a quem tivemos a honra de entregar as 1.117.993 assinaturas colhidas até o momento pelo nosso movimento.
Na ocasião estivemos acompanhados pelos senadores Ideli Salvati, Cristovam Buarque e Renato Casagrande, presidentes das Comissões de Mudanças Climáticas, Direitos Humanos e Meio Ambiente.

Levamos a esse encontro, como representação de todas as assinaturas, a carta manifesto assinada pelo Rei Pelé, carta esta que também foi assinada pelo Presidente.

Queremos agradecer a todos os brasileiros que contribuíram para que esta entrega se realizasse. A cada um que assinou nosso manifesto, a cada um que nos ajudou a colher as assinaturas, àqueles que divulgaram nossa causa, enfim, a todos que de uma maneira ou de outra estiveram ao nosso lado nesta luta.

Luta que continua, pois, como deve ser do conhecimento de todos, várias medidas que representam um retrocesso enorme em nossa política ambiental estão tramitando. E são essas medidas que nos fizeram, juntamente com as assinaturas, entregar ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva, uma carta de intenções, que reproduzimos abaixo.

Empresa mais irresponsável do mundo.

Vote: GDF Suez está entre as empresas mais irresponsáveis do mundo - 20/01/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

Pelos impactos e violações de direitos ocorridos por causa da construção da usina de Jirau, o grupo já é um dos favoritos ao título de empresa mais irresponsável do mundo. Vote na Suez você também: http://www.publiceye.ch/en/vote.

Há quase uma semana, quando foi lançada mundialmente a “People´s Award” (Premiação do Público, em tradução livre para o português), na qual os internautas de todos os países votam na empresa e organização que mais desrespeita o meio ambiente e populações afetadas por suas ações, o grupo francês GDF Suez, pelos impactos e violações de direitos ocorridos na constução da usina de Jirau, no rio Madeira (RO), figura entre as favoritas ao título de empresa mais irresponsável do mundo.

A votação via internet faz parte da premiação internacional Public Eye Awards ("Olho do Público") e acontece até 26 de janeiro, um dia antes da divulgação do resultado, que acontecerá em Davos, na Suíça. Até agora, a GDF Suez está entre as duas mais votadas, com cerca de 1.300 votos. Para votar, acesse: http://www.publiceye.ch/en/vote


Impactos

De acordo com Roland Widmer, da OSCIP Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, uma das entidades que indicaram GDF Suez pelo prêmio Public Eye, "o empreendimento está causando sérios impactos socioambientais. A eleição da Suez pelo prêmio Public Eye demonstra que, cada vez mais, a sociedade civil cobra o abismo entre discurso oficial de empresas e sua atuação efetiva".

Entre as violações de direitos humanos estão a ausência de consentimento livre, prévio e informado dos povos indígenas e a falta de atenção aos índios isolados que serão diretamente afetados. Pesquisadores alertam também sobre os impactos ambientais que a obra traz, entre eles estão o desmatamento e a possível extinção de espécies de peixes.

Carta à Suez

Organizações brasileiras e internacionais enviaram, na quarta-feira passada (13), uma carta ao presidente do grupo, Gérard Mestrallet. O presidente da Suez na América Latina e do consórcio Energia Sustentável do Brasil , Jan Flachet e Victor Paranhos, respectivamente, também receberam o documento.

O objetivo da ação é fazer com que a empresa suspenda imediatamente as obras de Jirau e tome medidas emergenciais com relação aos impactos ambientais e sociais já criados por causa do empreendimento. "A GDF Suez e suas subsidiárias têm demonstrado uma grave falta de responsabilidade nas etapas de planejamento e construção da usina de Jirau, além de violar os direitos humanos e as normas de proteção ambiental, fatos pelos quais a empresa é responsável tanto no plano ético como no legal", diz um trecho do documento.

Por possuir 35,6% das ações da Suez, o governo da França - por meio de seu presidente, Nicolas Sarkozy - também recebeu cópia da carta. Assinam o documento 16 entidades e redes da sociedade civil, entre as quais Survival International, Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Amazon Watch, Movimentos dos Atingidos por Barragens - MAB, Greenpeace e o Grupo de Trabalho Amazônico - GTA. A organização France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand, da ex-primeira dama da França, também é signatária do documento.

Leia o documento na íntegra.

A usina

Jirau está sendo construída a 150 quilômetros de Porto Velho (RO). A usina foi planejada para ter um reservatório de 258 quilômetros quadrados e gerar 3450 megawatts de energia. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o maior financiador da obra, combinando financiamento direto com repasses pelas instituições financeiras: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú Unibanco.

Localizado no coração da Amazônia, o empreendimento é um dos maiores e mais caros do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ambientalistas, a obra torna vulnerável a biodiversidade da região, populações ribeirinhas do Brasil, Bolívia e Peru, povos indígenas isolados, e causa outros impactos socioambientais.

Em maio de 2008, o consórcio Energia Sustentável do Brasil venceu o leilão de venda de energia de Jirau com deságio de 21% (R$ 71,40 por Mwh). Liderado pela GDF Suez, o consórcio anunciou logo após o leilão a mudança do local de construção da usina em 9,2 quilômetros. O consórcio não realizou estudos de impacto ambiental para a nova localização, contrariando a legislação ambiental.

A empresa e seus parceiros no consórcio já foram multados por desmatamento ilegal e atualmente são réus nas ações civis públicas ajuizadas no Brasil pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual de Rondônia e organizações da sociedade civil.


fontes:

http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=341951

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